sábado, 11 de novembro de 2017

Por amor aos lugares

Quando li sobre a divulgação do livro Por Amor aos Lugares, fiquei tocada por duas razões totalmente diferentes. Fui aluna do professor Rogério Haesbaert na graduação em Geografia em várias disciplinas (e isso faz muitos anos mesmo!) e sempre admirei a forma como ele conduzia as suas aulas e seu amor evidente pela Geografia (ele desenhava o contorno do mapa do Brasil no quadro sem consultar nada, apenas usando a memória). A outra razão está relacionada com a delicadeza do projeto, imaginem escrever sobre 25 anos de viagens e olhares pelos mais diversos lugares do mundo... Tenho certeza de que o autor deve ter guardado todas as suas anotações ao longo dos anos, mas fico pensando como deve ter sido essa releitura de viagens em tempos distantes: certamente o Rogério de hoje não é o mesmo que visitou esses lugares há tanto tempo! O olhar geográfico sobre as viagens é muito interessante, a delicadeza da compilação das viagens mais ainda, mas o que me sensibiliza ainda mais nesse livro é a generosidade do compartilhamento dos relatos, das memórias, das percepções e dos olhares sobre os lugares. Sem dúvida, essa foi a melhor lembrança que tive do meu antigo professor. Transcrevo o texto do site da Amazon sobre o livro:

"Ao mesmo tempo livro de relatos e reflexão geográfica e histórica, Rogério Haesbaert nos introduz aos múltiplos espaços que, em viagens ou no próprio cotidiano, desdobram-se depois — do Oriente (China, Índia, Vietnã...) ao Ocidente (Cuba, México, Colômbia...) —, em diferentes momentos ao longo dos últimos 25 anos. Os relatos começam por lugares distantes, envolvendo viagens que marcaram pela força de suas diferenças (como ao Tibete, a povoados do norte do Vietnã ou a aldeias de Madagascar), até chegar a espaços de morada e vivência cotidianos e pretensamente mais seguros, os quais nem por isso estão alheios à surpresa e ao inusitado que instigam o questionamento e a mudança. Este é um livro de crônicas, de memórias, de relatos mais espontâneos, muitos deles de viagens, de narrativas redigidas no calor das vivências, do contato direto com os outros e seus tantos lugares, da história presentificada e da geografia acumulada que, ao mesmo tempo que se anunciam, através da sua diversidade, também estão se/nos transformando".

sábado, 4 de novembro de 2017

Livro novo do Sérgio Amadeu: precisamos falar sobre os nossos dados na rede

Sérgio Amadeu, professor da UFABC, lançou o livro Tudo sobre tod@s: Redes digitais, privacidade e venda de dados pessoais, disponível para venda na Amazon. O livro aborda a venda de dados pessoais coletados nas redes e que nós mesmos disponibilizamos gratuitamente para as grandes empresas. Se não podemos evitar, precisamos pelo menos falar sobre isso e discutir as ações legalmente e eticamente duvidosas das grandes empresas. Algumas pessoas já estão conscientes disso, outras não fazem a menor ideia de como as corporações atuam na rede e se apropriam dos seus dados e acessam informações sobre a sua vida.

"Considerando as tecnologias cibernéticas como tecnologias de comunicação mas também de controle, o sociólogo e professor Sergio Amadeu da Silveira aborda neste trabalho as implicações entre o crescimento das redes digitais e o estabelecimento de um mercado de coleta e venda de dados pessoais que avança nestes ambientes. Apoiado tanto em autores de referência como em exemplos práticos, o livro traz à luz o modo como este chamado 'mercado de dados', representado por empresas e sistemas, tem se esforçado em apresentar a questão da privacidade dos indivíduos como algo a ser superado. Intimamente ligado ao conteúdo abordado, o livro tem edição exclusivamente para o formato digital".

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Resultado da avaliação dos programas de pós-graduação no Brasil

Hoje foi publicado o resultado da avaliação quadrienal dos programas de pós-graduação realizada pela Capes. A Universidade Federal de Pernambuco melhorou o seu desempenho em relação ao último resultado e o site da UFPE publicou um texto com algumas informações interessantes que eu quero compartilhar aqui.

Em primeiro lugar, é importante situar a importância da universidade no contexto nacional e internacional: a UFPE ficou em 14º lugar entre as universidades brasileiras avaliadas no Times Higher Education 2018. Segundo o Ranking Universitário da Folha, a UFPE está na 11º posição. Na avaliação dos programas de pós-graduação, três programas da UFPE alcançaram a nota máxima (sete), mas o que me fez escrever esse post não foi o bom resultado da UFPE, mas sim três informações publicadas que considero muito relevantes:

1. Mais de 60% do corpo docente ingressou na UFPE nos últimos dez anos.

2. Atualmente, a UFPE tem mais alunos matriculados nos cursos de doutorado do que nos cursos de mestrado.

3. Existem 4.175 programas em todo o país e a nota 7 foi atribuída a 179 programas, sendo nove da Região Nordeste. A Região Norte não teve nota 7. Na Região Centro-Oeste, houve cinco notas 7; na Região Sul, foram 30 notas 7; e a Região Sudeste concentra 135 notas 7.

A primeira informação mostra o resultado da política pública de valorização das universidades com a realização de concursos para a contratação de professores nos últimos anos. A segunda informação indica que a demanda da pós-graduação está mudando e que deve aumentar ainda mais a necessidade de formar mais doutores. A última informação é para refletirmos sobre a desigualdade no país nos mais diversos cenários, incluindo a produção científica nas universidades. É brutal a diferença entre as regiões e, mesmo considerando a concentração populacional brasileira no sudeste, o resultado ainda é impactante. Afinal, são 135 cursos com nota 7 concentrados na região sudeste! Precisamos refletir mais sobre essa desigualdade e suas implicações no futuro do desenvolvimento científico no país. Isso significa modificar as políticas de incentivo ao desenvolvimento da pesquisa para promover a desconcentração do investimento financeiro, estrutural e em recursos humanos. E por falar no futuro incerto que temos hoje para a ciência no país, finalizo com um gráfico comparativo do quantitativo de cursos da pós-graduação brasileira entre 2013 e 2017, extraído do site da Capes. É um daqueles casos em que uma imagem diz mais do que muitas palavras...

sábado, 2 de setembro de 2017

7º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação

Nos dias 6 e 7 de dezembro, no Recife, acontecerá um dos meus eventos favoritos: o Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação. "Com o tema Aplicativos e Games na Educação, o 7º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação e 3º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias recebe professores, estudantes e pesquisadores para apresentar os resultados surpreendentes da utilização dos jogos e dos Apps na sala de aula. Ambos os eventos abrem o espaço para a discussão científica dos efeitos pedagógicos dessas novas ferramentas na aprendizagem dos estudantes". A data limite para a 2ª Chamada de inscrições com apresentação de trabalho é até o dia 15 de setembro de 2017. Como na primeira etapa da inscrição é necessário enviar apenas o resumo do texto, ainda dá tempo de se inscrever e participar. O nosso grupo de pesquisa terá uma mesa-redonda no evento sobre narrativas digitais transmidiáticas nas redes, nos games e na Educação. Para quem está interessando em conhecer pessoas e trabalhos interessantes, é perfeito! Para quem quer estudar e conhecer as belezuras do Recife, o evento cai como uma luva. Lembrando que em dezembro já temos carnaval e nem será preciso inventar um congresso de cardiologia para justificar a viagem. Vamos?

domingo, 6 de agosto de 2017

Troca de notebook e muitos problemas com os arquivos

Meu notebook decidiu morrer há dois meses, em Bogotá, na véspera da minha apresentação no congresso. Só não tive um siricutico porque o material que eu precisava estava disponível em repositórios virtuais, mas mesmo assim foi um sufoco. Quando voltei ao Brasil, levei o equipamento para a assistência técnica e o valor cobrado pelo conserto foi tão absurdo que me fez desistir. O pior é que encontrei várias reclamações sobre o mesmo defeito do notebook Samsung nas redes (problemas com a tela) e entre ter um dia de fúria ou encarar comprar um equipamento de outra marca, escolhi a segunda opção. Levei semanas pesquisando, analisando o custo-benefício, comparando os preços e levando bronca da minha filha mais velha por querer algo baratinho e não melhor do que o equipamento antigo. A decisão demorou quase dois meses, mas foi tomada quando ela perguntou se eu ia "comprar outro peso de papel", enquanto apontava para o falecido que realmente estava servindo de peso para alguns documentos. Comprei um equipamento melhor (um Dell Inspire) e comecei a epopeia de transferência de arquivos, instalação de programas e ajustes nas configurações. Acho que vou levar uns dois meses para concluir tudo e não estou exagerando: hoje passei o dia todo tentando transferir os arquivos de uma pesquisa enorme que estava no software Atlas TI (dezenas de documentos e quatro anos de dados coletados com as análises). Segundo o site do fabricante, basta criar uma "copy bundle", salvar o arquivo e descompactar na máquina de destino, só que nem a pau, Juvenal! Salvei o tal arquivo dezenas de vezes, mudei a extensão, o destino, a mídia, o nome, a reza, o descarrego e nada de funcionar! Fiquei louca, tive falta de ar, crise de ansiedade e dor de cabeça. Felizmente, o marido supôs que poderia ser um problema de mídia física (eu estava tentando a transferência com pendrive) e colocou o tal arquivo no repositório virtual. Fiz o download (que demorou décadas para finalizar) e o babado funcionou perfeitamente. Amém!!! Mais uns dois sustos como esse e vou ter que me aposentar porque certamente o piripaco vai ser cabuloso...

terça-feira, 25 de julho de 2017

Seleção para mestrado e doutorado no Edumatec - UFPE

Estão abertas as inscrições para a seleção de mestrado e doutorado no Programa de Pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE. Tenho vagas para orientação no mestrado e no doutorado e pesquiso os seguintes temas: cultura digital: identidades, conflitos e inovações na perspectiva dos Estudos Culturais; Inclusão digital e inclusão social de professores e alunos; PLE's; Redes sociais e colaboração em rede; narrativas digitais; storytelling transmídia; etnografias audiovisuais participativas; novos métodos de pesquisa online; mídias e mediações interculturais, formação de professores, mídias e narrativas digitais, redes sociais, tecnologias e processos de ensino e aprendizagem. Fiquem atentos ao prazo de inscrição (até o dia 25/08) e acessem o edital com todas as informações relativas ao processo no boletim oficial da UFPE.

domingo, 9 de julho de 2017

Curso de verão em Melgaço: Fora de Campo

O curso de verão Fora de Campo com o tema Cinema, narrativas, lugares de memória, vai ocorrer no âmbito de FILMES DO HOMEM – Festival Internacional de Documentário de Melgaço. O curso acontecerá entre 1 e 6 de agosto e a coordenação geral é do professor José da Silva Ribeiro (UFG). O evento é uma ação colaborativa entre várias instituições e pesquisadores de diversos países. Segundo o site: "Será um encontro de reflexão, debate e desenvolvimento de pesquisa e práticas criativas no âmbito das Ciências Sociais, das Artes e das Ciências da Comunicação, em torno do tema Cinema, narrativas, lugares de memória. O curso resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Melgaço e a AO NORTE - Associação de Produção e Animação Audiovisual em colaboração com Universidades e Grupos de Investigação/Pesquisa de Portugal, Galiza, Brasil e EUA. São objetivos do Fora de Campo: a aproximação das abordagens artísticas, tecnológicas e das ciências sociais e humanas ao cinema; a colaboração entre Redes e Grupos de Investigação/Pesquisa que participam no Festival; o envolvimento da população local nas atividades realizadas no Curso e no Festival e contribuir para a afirmação da cultura popular como fonte de aprendizagem e desenvolvimento local. O Fora de Campo é estruturado em diversas atividades teóricas, teórico-práticas e práticas. O calendário será dividido entre conferências e seminários, workshops, apresentação de projetos, trabalho de campo e visionamento dos filmes exibidos no âmbito do festival FILMES DO HOMEM. A participação no Curso de Verão Fora de Campo é aberta a todas as pessoas, adaptando-se os trabalhos a realizar durante o curso aos conhecimentos teóricos e práticos do participante". Os detalhes do curso estão disponíveis no site do evento.

sábado, 1 de julho de 2017

Notas sobre o árduo percurso para publicar um e-book no contexto acadêmico

Depois de muitas dificuldades (muitas mesmo!) conseguimos publicar o e-book "Mídias Digitais e Mediações Interculturais" no site da Amazon. O e-book começou a ser organizado em agosto do ano passado e a previsão para a publicação era em torno de seis meses. Eu e Thelma Panerai, como coordenadoras do grupo de pesquisa Mídias Digitais e Mediações Interculturais, pensávamos que seria um percurso difícil, mas não impossível. Tolinhas... Cada opção que surgia rapidamente era tragada pela burocracia, prazos absurdos, exigências incompreensíveis e falta de recursos. A situação das editoras universitárias é tão lastimável quanto a rigidez e inércia dos seus processos para publicação. Além de todos os obstáculos burocráticos e prazos incompreensíveis, ainda nos cobraram um valor absurdo para diagramar e publicar um livro digital. Oi? Eu entendo perfeitamente que não se tenha recursos para publicar livros impressos, mas cobrar um valor absurdo por um livro digital?? Estou contando as nossas dificuldades porque nós queríamos um e-book que fosse aberto, livre e disponível para qualquer um acessar. É nisso que acreditamos, mas não foi possível realizar. Optamos por usar a plataforma da Amazon porque não era possível esperar mais. Quem escreve sobre o uso de tecnologias não pode esperar dois anos para publicar um livro sob o risco de publicar algo que já está obsoleto ou, no mínimo, desatualizado. Fizemos a nossa escolha lamentando não ser do jeito que queríamos. A frustração e a sensação de impotência foram tão grandes que durante o processo pensei em coisas loucas: entrar na sala do reitor e pedir para assumir a editora da universidade, fundar uma editora de livros acadêmicos para apoiar todos os professores pesquisadores que vivem a mesma frustração que nós, publicar em outro país para agilizar o processo... Como vocês já notaram, o desespero faz a mente divagar para lugares e situações impossíveis! O importante é que deu tudo certo (mesmo não sendo o ideal) e a nossa publicação está disponível no formato e-book. Também teremos uma versão impressa para quem não vive sem o incrível aroma de um livro novinho em folha. Boa leitura!

Publicado o e-book Mídias Digitais e Mediações Interculturais

Finalmente, conseguimos publicar o e-book "Mídias Digitais e Mediações Interculturais" no site da Amazon. O livro é a primeira produção vinculada ao grupo de pesquisa Mídias Digitais e Mediações Interculturais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Segundo a apresentação, o livro “surgiu da ideia de favorecer a interação entre professores de universidades brasileiras e universidades portuguesas, num intercâmbio de conhecimentos sobre temas comuns que estão sendo desenvolvidos no âmbito das diferentes pesquisas e que se relacionam com o uso das mídias na educação e com mediações culturais, cinema e sociedade”. O livro está organizado em duas partes (mídias na Educação e mediações culturais, cinema e sociedade) e apresenta onze artigos:

1 Permanência dos estudantes no Ensino Superior a distância: elaboração de um instrumento

2 Mídias digitais na educação: redes e coaprendizagem a partir de um evento científico assíncrono

3 Ambientes virtuais de aprendizagem no desempenho académico dos estudantes do ensino superior

4 Mídias Digitais, Fluência Tecnológico-Pedagógica e Cultura Participatória: a caminho da web-educação 4.0?

5 A consolidação da cultura digital e as práticas adotadas pelos professores das licenciaturas da UAb (Portugal)

6 Recursos Educacionais Abertos e Práticas Colaborativas: De Tendências à Realidade

7 O Cinema na Escola: Recurso Pedagógico e Experiência Sensível

8 Documentário Finding our way: um olhar sobre a narrativa e as contribuições da antropologia visual no campo da Educação

9 Doméstica e Dispositivo como Encontro [Ou Post-Its sobre Realidades Elásticas, Mediações Culturais e Autorias Compartilhadas no Documentário]

10 O arquiteto do Porto: celebrando o centenário de Agostinho Ricca no Second Life

11 Entre o palco e a película: O Lamento da Imperatriz de Pina Bausch

O livro está disponível no site da Amazon no formato digital e também no formato impresso (disponível nos próximos dias).

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Inscrições abertas para graduação a distância na UFPE

Fim de semestre: sobrevivemos!

Encerramos uma disciplina muito trabalhosa na graduação (que eu chamo carinhosamente de PPP dozinferno) porque tem muita burocracia e complexidade: são três professoras e cada uma é responsável por uma área do conhecimento (Geografia, Ciências e Matemática). Os alunos e alunas precisam realizar cinco regências com uma proposta interdisciplinar em uma escola da rede pública. A papelada da documentação de estágio faria o protagonista de "Brasil, o filme" chorar de desespero. Turma grande, heterogênea, muitas demandas, dificuldades com o campo de estágio e lacunas na formação, mas o resultado foi excelente! Juntar Geografia, Matemática e Ciências em uma proposta interdisciplinar nas regências do estágio, não é para os fracos...

Ficamos particularmente felizes e surpresas com o apoio das professoras da rede pública (foram maravilhosas!) e com o comprometimento dos alunos e alunas. Eu, Cristiane Pessoa e Patrícia Smith já trabalhamos há um tempinho juntas com a disciplina que "não se deve nomear" e deveríamos ganhar o Oscar das missões impossíveis para os professores...

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Seminário de encerramento dos subprojetos do PNAIC-PE

O Centro de Estudos em Linguagens da UFPE (CEEL/UFPE) desenvolveu vários subprojetos para atender a demanda dos professores da redes municipais e estaduais no âmbito das ações do PNAIC (Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa) em Pernambuco. Os subprojetos foram estruturados em duas ações: a formação dos orientadores de estudo e a elaboração de material impresso. No último dia 14, foi realizado o Seminário de Socialização dos Subprojetos do PNAIC 2016, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UFPE, com a participação dos formadores e orientadores de estudo. Eu e a professora Cristiane Pessoa (UFPE) coordenamos o subprojeto jogos interdisciplinares no ciclo de alfabetização e fiquei responsável por apresentar o catálogo do subprojeto que está em fase de finalização. O catálogo reúne vários jogos e suas possibilidades na aprendizagem com uma perspectiva interdisciplinar. A estrutura do catálogo está organizada em jogos e brincadeiras populares, jogos de tabuleiros e jogos digitais. Foram inseridos também jogos novos, adaptações e releitura de jogos conhecidos que foram criados pelos professores durante o curso. Incluímos também o relato de experiências dos professores com jogos e o resultado de pesquisas sobre o tema. O catálogo será disponibilizado brevemente em formato digital para download gratuito no site do CEEL. O vídeo a seguir apresenta um resumo da proposta do seminário.

domingo, 18 de junho de 2017

Evento em Bogotá

Semana passada estive em Bogotá para participar do V Congreso de la Asociación Latinoamericana de Antropología y XVI Congreso de Antropología en Colombia, na mesa-redonda Perspectivas, fundamentos e boas práticas de pesquisa em etnografias visuais participativas. A mesa foi coordenada pelos professores José Ribeiro (UFG) e Denise Machado (UFPA).

A proposta foi apresentar experiências que indicassem caminhos para o uso das etnografias visuais participativas e a minha parte foi sobre o uso das metodologias participativas na Educação. O professor José Ribeiro apresentou os fundamentos teóricos das etnografias visuais participativas, a professora Denise apresentou as experiências de extensão na UFPA que resultou na criação de um projeto na universidade para discutir a diversidade na universidade, a professora Lisabete Coradini (UFRN) apresentou a belíssima experiência com os documentários sobre o samba em Natal e eu apresentei as nossas experiências na pós-graduação em Educação e na construção de materiais para a formação de professores.

O espaço de discussão no congresso foi mais um passo na consolidação de uma rede de professores de diferentes universidades e países que estão construindo o arcabouço teórico para as metodologias e etnografias audiovisuais participativas. Conheci pessoas muito interessantes que estão desenvolvendo trabalhos fantásticos, como Javier Reynaldo Romero Flores (Bolívia) e Jesus Marmanillo (UFMA). O virtual ajuda muito, mas a participação em eventos como esse nos permite ampliar ainda mais a nossa rede e as perspectivas da pesquisa.

Além de todas as questões inerentes aos aspectos acadêmicos dos eventos científicos, a reunião de professores e pesquisadores da América Latina discutindo temas essenciais e tão sensíveis no contexto atual, me mostrou o quanto estamos distantes do que acontece nos países vizinhos e como temos os mesmos problemas e sofremos os mesmos processos.

Estamos absolutamente ferrados e, apesar do modus operandis político, econômico e social ser o mesmo, não aprendemos nada e continuamos a errar feio... Violência, opressão, desigualdade, problemas ambientais, educacionais, políticos e sociais apresentam praticamente a mesma configuração em todos os países da América Latina. Enquanto eu estava lá, aconteceu uma grande manifestação dos professores da Educação Básica que praticamente parou Bogotá (o que não é muito difícil, considerando o trânsito caótico da cidade).

Os professores reivindicavam melhores condições de trabalho e aumento salarial e até onde eu pude perceber, a população apoia os professores integralmente e acha um absurdo o professor ganhar o equivalente a 1.300 reais para realizar um trabalho que é a sustentação do futuro e esperança de melhoria do país. O governo federal diz que não tem dinheiro, mas segundo o motorista do Uber com quem conversamos, o governo gasta dinheiro com acordos com empresas, bancos etc. Lá como cá... Obviamente, não é possível analisar todos os elementos de um país tão complexo como a Colômbia em uma semana, mas a questão é que olhamos muito para os países centrais em busca de respostas com o nariz para cima, quando deveríamos olhar para o lado com mais atenção, mais empatia, maior reconhecimento e na mesma altura.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Palestra em Caldas Novas - GO

Semana passada eu viajei para Caldas Novas-GO para realizar uma palestra no Seminário de Encerramento do PNAIC-GO. Eu estava com receio de viajar depois de ter ficado tão doente no começo do mês, uma broncopneumonia me deixou de cama durante 15 dias, mas a professora Edna Faria fez um convite tão gentil que eu não pude recusar. Claro que a grande culpada foi a nossa coordenadora do PNAIC-PE, Ester Rosa, que fica espalhando por aí as coisas loucas que eu faço nas oficinas do PNAIC de Pernambuco, mas eu enfrentei com coragem as 12 horas para ir e mais não sei quantas para voltar para falar com os professores sobre as possibilidades das narrativas digitais e os projetos interdisciplinares.

A acolhida da professora Edna e da Juliana foi maravilhosa e eu não fazia ideia do tamanho do evento até descobrir que o auditório comportava 800 pessoas!!! É impressionante como a receptividade e interesse das pessoas em conhecer outros trabalhos e perspectivas é sempre um alento para o coração e para a alma.

Foi muito bom conhecer o trabalho da professora Edivânia Rodrigues, coordenadora do Grupo Gwaya que desenvolve ações de literatura e contação de histórias e rever o professor Emerson Rolkouski (UFPR) que falou sobre a Educação Matemática na Perspectiva da Alfabetização. As trocas são sempre um instrumento poderoso de renovação, mas o mais importante é saber que muitas pessoas consideram o PNAIC fundamental como política de formação de professores e que a universidade procura resistir diante de todas as impossibilidades do contexto atual.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Defesas em fevereiro: sobrevivi!

O mês de fevereiro chega ao fim me deixando apenas uma certeza: sobrevivi! Acho que vou fazer uma camiseta para registrar o desespero porque não foi moleza! Todos os programas de pós-graduação finalizam as suas defesas até o final do mês de fevereiro e como tivemos uma semana a menos por causa do carnaval, o caos se instalou. Participei de bancas nos programas de pós-graduação da Enfermagem, Geografia, Ciências da Computação e, é claro, Educação. A primeira defesa do mês foi da minha orientanda Fábia Fragoso, com a dissertação A EVOLUÇÃO DA PESQUISA EM HIPERTEXTO DIGITAL NA ÁREA EDUCACIONAL NO BRASIL: MAPEAMENTO SISTEMÁTICO. A defesa foi pontuada com muita conversa e ideias interessantes, já que a metodologia não é muito comum no campo das Ciências Humanas. A banca foi maravilhosa, tivemos excelentes contribuições da Professora Walquíria Lins (examinadora interna) e Daniervelin Pereira, da UFTM. Encontrar Dani pessoalmente depois de conhecê-la virtualmente por tanto tempo foi uma delícia, com todas nós falando ao mesmo tempo e dando muitas risadas. Aliás, leveza foi o elemento que predominou o tempo todo e Fábia foi recompensada por seu trabalho sério e inovador com o reconhecimento, apoio dos colegas e professores e muitos elogios. Não é fácil fazer diferente, buscar novos caminhos e pensar fora da caixa, mas como é recompensador...

Depois da abertura da temporada de defesas com Fábia, tivemos muitas razões para comemorar e parabenizar os nossos alunos: Ricardo Amaral do programa de pós-graduação em Enfermagem com seu excelente trabalho sobre o uso do podcast como ferramenta para a promoção da saúde, Jociano Coelho, também do Edumatec, trouxe uma excelente discussão no trabalho intitulado A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES DO ENSINO SUPERIOR NA MODALIDADE EAD/UFPB: UM OLHAR SOBRE AS POLÍTICAS PÚBLICAS E CONCEPÇÕES DOCENTES e Mateus Ferreira Santos, do programa de pós-graduação em Geografia, apresentou uma perspectiva muito interessante sobre redes digitais e aprendizagem colaborativa na docência em Geografia. Foi um mês exaustivo com muita correria e trabalho, mas valeu cada minuto! Só espero que a próxima temporada seja mais suave porque a idade está chegando e não sei se eu aguento outra maratona como essa. Para quem ficou interessado nos temas, os trabalhos serão disponibilizados no site do Edumatec e dos outros programas em breve. Agora seguimos para a temporada de qualificações de mestrado e doutorado. A rapadura continua doce, mas não tem moleza, não!

sábado, 21 de janeiro de 2017

Reflexões de David Harvey

David Harvey sempre foi uma referência para mim, devo o meu vínculo com a pós-modernidade ao pensamento dele no livro "A Condição Pós-moderna". O que ele diz sobre o uso do marxismo como teoria é tão alinhado com o que eu penso que poderíamos ser almas gêmeas. Marxistas não são cegos aos limites da teoria, não é o apego dogmático que nos orienta, é a clareza de até onde podemos ir e quando precisamos recuar.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Nova edição da Revista Texto Livre - volume 9, 2016

A revista Texto Livre: Linguagem e Tecnologia acaba de publicar o segundo número do volume 9, 2016. A revista agora também tem uma página no Facebook, é possível acessar e curtir a página da revista Texto Livre no Facebook para receber notícias sobre publicação e chamadas.Para quem tiver interesse em enviar artigos para publicação, a revista recebe em fluxo contínuo submissões de textos que tratem da relação entre linguagem, educação e tecnologias (mais detalhes na página oficial da revista). Os artigos estão muito interessantes, vale a pena navegar pelo sumário e conhecer os textos.

Editorial         Daniervelin Renata Marques Pereira

Linguística e Tecnologia

Contrastes entre a crítica literária especializada e amadora: os booktubers e os discursos sobre o livro e a leitura. Danilo Vizibeli

Movimento Booktubers: práticas emergentes de mediação de leitura. Claudia Souza Teixeira, Andressa Abraão Costa

“O que é uma obra?”: entre a estabilidade e o deslize em tempos de internet. Paula Daniele Pavan

A interatividade na poesia digital: palavra, imagem e som em movimento. Simone Dália de Gusmão Aranha, Olivia Rodrigues Borborema

Vocabulário, complexidade textual e compreensão de leitura em ambientes digitais de ensino: uma investigação inicial com alunos do Ensino Médio. Maria José Bocorny Finatto, Monica Stefani, Aline Evers, Bianca Franco

Pasqualini Intertextualidad y coherencia en una crónica de João Ubaldo Ribeiro: abordajes en lectocomprensión. Carlos Alberto Pasero

Olhares sobre a linguagem em redes sociais e suas interfaces com a educação crítica e pluralista. Eliane Fernandes Azzari, Rosineide de Melo

Educação e Tecnologia

Formação técnica de professores do Ensino Médio para uso do Tablet Educacional: uma pesquisa-ação. Elivelton Henrique Gonçalves, Fernanda de Oliveira Costa, Adelma L.O.S Araújo

Uma pesquisa-ação no ensino-aprendizagem da língua inglesa para crianças com uso de tecnologias digitais. Maria Carolina Coelho Chimenti, Heloísa Andreia de Matos Lins

Contribuições do sociointeracionismo para a aprendizagem de um idioma em plataformas digitais. Renata Santos de Morales, Noeli Reck Maggi,André Luis Marques da Silveira,Juliana Figueiró Ramiro

Selfies, emojis, likes: representações voláteis e leituras líquidas na era digital. Josiane da Cruz Lima Ribeiro, Ricardo José Rocha Amorim, Rodrigo dos Reis Nunes

Ética hacker, campos de experimentação e as possibilidades da educação aberta. Ana Carolina Sampaio Coelho

Material didático digital: nova forma de o aluno surdo “ler” e “interagir” com os conteúdos educacionais? Dayse Garcia Miranda

Software Livre Educacional

Software Livre na educação: uma experiência em cursos de formação docente. Daniele da Rocha Schneider, Sérgio Roberto Kieling Franco, Paulo Francisco Slomp

Software livre e de código aberto no ensino de Programas de Apoio à Tradução: OmegaT, uma alternativa viável. Adauto Lúcio Caetano Villela

Ensino Superior e Tecnologia

Linguística cognitiva e produção/avaliação de objetos de aprendizagem em dança. Siane Paula de Araújo, Luhan Dias Souza, Maurício Silva Gino

Resenhas

Letramentos na web: gêneros, interação e ensino. Lígia Cristina Domingos Araújo, Carlos Alexandre Rodrigues de Oliveira

Cadernos do STIS

O copo meio cheio: a rede como um campo de possibilidades de valorização de professores. Elodia Honse Lebourg, Valdete Aparecida Fernandes

sábado, 10 de dezembro de 2016

Golpe, greve, ocupação e resistência: a nada mole vida de uma professora universitária

Vivemos tempos sombrios com deslocamentos difíceis onde até a manipulação descarada dos fatos foi nomeada como “pós-verdade”. O nosso modelo de democracia, assim como em vários outros países, já não é grande coisa, mas os grupos dominantes que pensam que são os donos do país resolveram piorar ainda mais, provocando rupturas que não sabemos nem por onde começar a consertar, se é que vamos conseguir consertar. No meio de um cenário político e econômico caótico, a minha universidade decidiu entrar em greve e mesmo sem estar convencida de que a greve é o melhor instrumento de luta neste momento, eu apoiei a greve por dois motivos: a causa é legítima e a maioria decidiu. Assim funciona o processo democrático e antes de reclamar dos 54 milhões de votos que não foram respeitados nas eleições para presidente, é preciso respeitar a decisão dos colegas em optar pela greve. As minhas dúvidas ou restrições não são (e não devem ser) importantes diante da decisão coletiva. Ser contra a greve e continuar trabalhando como se nada estivesse acontecendo na universidade, no país e no mundo, é acreditar que as decisões da maioria não devem ser respeitadas, desconsiderando a democracia. E o contrário de democracia, todo mundo sabe o que é.

Os alunos ocuparam o Centro de Educação causando uma série de dificuldades para o nosso trabalho (dããã, é claro, o objetivo de uma ocupação é esse mesmo!). Respeito o legítimo direito de manifestação de todos os alunos, mesmo que isso me traga vários transtornos. Penso que a ocupação deverá ter um fim em algum momento ou organizar uma outra estratégia porque não é viável ocupar um espaço público para sempre (a não ser que você seja um latifundiário com grande poder político e econômico, aí você pode ocupar as terras devolutas da União sem ser incomodado, mas isso é outra história). O que eu penso não é importante no momento porque a decisão da maioria dos professores do CE foi apoiar a ocupação dos alunos. Se eu acredito na democracia, preciso respeitar a decisão. Simples assim. Quem ignora ou desvaloriza o movimento de ocupação dos alunos deveria conhecer de perto o que eles estão fazendo. Ninguém deixa a sua própria casa para viver precariamente se não estiver convicto de que a luta por uma causa vale a pena. Não é preciso concordar com eles, mas é essencial respeitá-los.

O problema maior não é nem continuar a trabalhar com greve decretada (sim, temos vários colegas trabalhando em outros Centros), mas sim a inexistência de uma ação crítica e a necessidade de impor uma normalidade ao cotidiano que é tão artificial quanto os argumentos que usam para ignorar a greve. A questão é que a forma como nos posicionamos diante do momento histórico em que estamos vivendo diz (e dirá sempre) muito sobre nós, inclusive sobre o nosso caráter. Não adianta se justificar depois, quando a vida exige que escolhamos um lado, é preciso ter coragem e certeza de que escolhemos o lado certo. A escolha é pessoal e cada um sabe o peso que terá que sustentar no futuro. Eu fiz a minha escolha e por isso este texto foi publicado aqui.

Quem quiser saber mais sobre o golpe, é só clicar em qualquer um dos links: http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Livro-Resistencia-ao-golpe-de-2016-nasce-movido-a-indignacao/4/36205

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/

Para saber mais sobre a ocupação, visite a seguinte página do Facebook: https://www.facebook.com/OcupaUFPE/

Mais informações sobre a greve dos professores na UFPE: http://adufepe.org.br/

Boa leitura!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Avanca 2016: Conferência Internacional de Cinema

A 7ª Conferência Internacional de Cinema aconteceu em Avanca (Portugal) no final do mês de julho. Além do calor inacreditável, encontramos também excelentes discussões sobre Cinema e Educação em diversas possibilidades de formatos, mídias e linguagens. Esse foi um aspecto importante que observei no evento: as discussões e reflexões não ficaram restritas aos elementos do cinema ou do campo da Educação, existe uma proposta de relacionar diversos aspectos de diferentes áreas para compreender as possibilidades e propor novos caminhos. Gostaria de comentar três trabalhos que considero ótimos exemplos do que aconteceu em Avanca:

I – Costume e Cinema: The Italian School of the Costume Designers for Cinema. Os italianos Marcello Zeppi e Monica Gallai apresentaram uma discussão muito interessante sobre o papel das escolas de designers de Florença e o papel do poder público e das Fundações para não deixar que esse conhecimento histórico, que tornou a cidade um polo de ensino e difusão do design dos figurinos de cinema, teatro e óperas, seja perdido. A reflexão sobre a história da cidade, a organização social e o sistema escolar, foi fantástica.

II- Educational Use of English Cinema in Classroom. A professora Yumiko Mizusawa discutiu os problemas do sistema de Educação Superior do Japão (sim, o sistema tem muitos problemas!) e apresentou a metodologia que ela implementou para o ensino da Língua Inglesa na universidade. Os alunos de todos os cursos são obrigados a cursar as disciplinas de Língua Inglesa e o resultado não é satisfatório. Ela utilizou os roteiros dos filmes em inglês e japonês e trabalhou o vocabulário e a gramática com esse material. A escolha dos filmes foi muito importante para o trabalho porque não eram filmes conhecidos como blockbusters, eram filmes que retratavam aspectos importantes da cultura dos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália. Curiosidade: apenas 58% dos alunos que terminam o Ensino Médio ingressam nas universidades. Considerando os indicadores educacionais japoneses, eu imaginava que o número fosse muito maior!

III – Steven Universe e Outros. O professor Nuno Fragata atua na Educação Básica do sistema educacional público português e trouxe uma excelente discussão sobre a animação Steven Universe e suas relações com a aparência, estética, novos arranjos familiares e a questão LGBT. A animação quebra os estereótipos e trabalha com questões importantes relacionadas com o amor, compaixão, fraqueza, pertencimento, entre outros assuntos que não costumam ser abordados em desenhos infantis.

Além das apresentações de trabalhos e palestras, conhecemos uma experiência bem interessante chamada Animation-4All, de Mafalda Sofia Almeida. Ela desenvolve um projeto de investigação multidisciplinar com o cinema de animação como instrumento inclusivo e pedagógico. O material que estava disponível na mostra sintetizava a beleza do projeto muito bem definido pela autora como “um projeto cheio de amor, pensado, estruturado e adaptado onde tudo se torna válido, onde todos contribuem, onde todos têm talento, onde todos têm um papel importante”… A afirmação refere-se ao projeto Animation-4All, mas poderia servir perfeitamente para o evento realizado em Avanca!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

DidaTics: Design em Tecnologia Educacional

Amanda Costa foi minha orientanda no mestrado e é o tipo de aluna que caminha sozinha e consegue o equilíbrio perfeito entre criatividade, autonomia e responsabilidade. Ela desenvolveu um site maravilhoso há alguns anos chamado Paleoclube e agora ela apresenta mais um produto interessante: um canal de vídeos com animações que abordam temas interessantes relacionados com as teorias de aprendizagem, design em tecnologia educacional e neurociência cognitiva. Além do conteúdo e da beleza visual, o que eu mais gosto na iniciativa de Amanda é a proposta de compartilhar conhecimento e construir um canal de aprendizagem em rede. Vale a pena conhecer e compartilhar!

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